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Nellie Ernestine Horne
Uma vida dedicada à educação

O ano de 2008 marca o centenário de nascimento de Nellie Ernestine Horne (1908-1983). Ela nasceu em Toronto, Canadá; exerceu o magistério público no interior de sua Província. Era membro da Forward Baptist Church, de sua cidade natal. Muito jovem ainda, recebeu a chamada divina para missões. Formou-se, então, no Instituto Bíblico de Toronto e veio servir a seu Senhor, fiel e amoravelmente, em terras brasileiras.

Enviada ao Nordeste pela Missão UESA1, ela fundou, em 1934, no sertão paraibano, a escola bíblica para adolescentes e moças denominada Instituto Bíblico Betel. O educandário veio a se estabelecer em João Pessoa, capital do Estado da Paraíba, e constituiu-se numa referência da boa formação cristã. Suas ex-alunas se espalharam pelo País, desenvolvendo destacadas ações evangelizadoras.

No Brasil, Ernestine Horne tornou-se membro e atuante obreira da União das Igrejas Evangélicas Congregacionais. Também iniciou a Organização Moças Pioneiras, tendo como objetivo principal evangelizar e discipular moças e promover a participação feminina no desenvolvimento das igrejas locais. O centro nacional desse ministério, que se estendeu às denominações atuantes no Nordeste, era sediado no Betel.

A ex-aluna Lídia Almeida de Menezes continuou e expandiu a visão educacional e a prática missionária de Ernestine Horne, mormente ao nacionalizar a instituição que a destemida canadense havia fundado e dirigido por 34 anos – até 1968. Desde então, o seminário passou a ser conhecido como Instituto Bíblico Betel Brasileiro.

A importância de Ernestine Horne vai além de suas ações missionárias. Numa época em que a mulher tinha uma participação restrita na sociedade, especialmente no Nordeste, onde o percentual de mulheres com acesso à educação fundamental e com oportunidade de ascensão social era muito pequeno, Ernestine introduziu uma nova concepção oferecendo às moças educação complementar de qualidade. E fez isso por entender que era preciso cuidar delas num âmbito completo, prepará-las para os anos posteriores à conclusão do curso no seminário. Dentro dessa visão, implantou uma educação secundária – teológica e profissionalizante – com ensino sistemático e monitorado.

No Instituto Betel, as alunas adquiriam uma educação que ultrapassava as lições em sala de aula, pois era no dia-a-dia que os ensinamentos se tornavam mais relevantes através do convívio com a diretora, considerada uma segunda mãe. Ernestine reservava tempo para o acompanhamento individual das alunas: uma a uma era ouvida e aconselhada em sua formação pessoal e acadêmica. Ela era um ombro amigo para as estudantes internas, que, muitas vezes, estavam a quilômetros de suas casas. Exímia costureira, ela mesma produzia o uniforme das alunas; algumas aprenderam com ela esse ofício. Orientava o preparo da alimentação e ensinava pratos deliciosos. Tocava órgão e incentivava a formação musical das alunas. Auxiliada eficazmente pela professora e fervorosa evangelista, Doris Woodley, Ernestine supervisionava o estágio semanal no evangelismo e nas classes bíblicas, para as quais confeccionava com criatividade a maior parte do material didático destinado ao público infanto-juvenil. Organizava e promovia o encontro anual de suas ex-alunas como um momento de confraternização, testemunhos e inspiração.

Respeitava e acolhia as diversas denominações evangélicas. Sabia negar a si mesma e seguir a Jesus. Estava livre de qualquer necessidade de reconhecimento e promoção pessoal. Para ela, sua honra estava em ter Cristo vivendo em sua vida. Embora não elogiasse ninguém nem gostasse de ouvir elogios, sua dedicação, entrega total e obediência à Palavra encantavam a todos que a conheciam. Paciência. Mansidão. Persistência. Tolerância. Sabedoria. Assim era Ernestine Horne – mulher segundo o coração de Deus.

Sua vida inteira, como um holocausto, foi oferecida a Deus. Seu único amor foi Jesus; sua paixão, a sublime tarefa de educar mulheres brasileiras. Manifestou Cristo através do caráter aprovado em meio a dificuldades várias, enfrentadas ao longo dos anos como estrangeira em um país desconhecido, atuando numa terra árida, convivendo com a pobreza, com a seca e com os embates desmedidos na difusão do Evangelho. Pode-se apenas imaginar a dimensão dos dramas pessoais, dos questionamentos, das saudades, das dificuldades de contextualização em suas experiências mais simples. Entretanto, ao fim de sua trajetória, o que ficou escrito foi o exemplo de fé, renúncia de si própria, constância, dedicação ao ensino e obediência missionária, que fez discípulas e mestras – tais como a professora Durvalina B. Bezerra, hoje coordenadora-geral do ensino teológico betelino – e abriu portas no Brasil para o ministério de evangelização e de formação bíblica e teológica da juventude.

Ernestine plantou sementes que germinaram, cresceram e se multiplicaram. Seus passos vitoriosos ainda estimulam a caminhada de uma nova geração de missionários, que reconhecem sua valiosa contribuição e celebram o centenário de seu nascimento. Assim, outras histórias de obediência, de entrega, de renúncia total continuam a ser escritas. O Senhor da missão não cessou de realizar Sua maravilhosa obra.

Nellie Ernestine Horne aqui viveu e frutificou durante meio século; aqui foi chamada por Deus para a glória eterna e seu corpo sepultado, aos setenta e cinco anos de idade. A Deus a glória e o louvor para todo o sempre!

* Texto elaborado pela jornalista Cláudia Mércia Eller Miranda[2] .

[1] A missão UESA se originou na missão Help for Brazil, fundada por Sarah Kalley. A partir de 1934, a UESA passou a ter duas lideranças autônomas: uma britânica (que posteriormente passou a ser a missão Latin Link) e uma norte-americana (esta se uniu, mais tarde, à Gospel Missionary Union e à Brazil Gospel Fellowship, fundindo-se na atual missão Avant).[2] Extraído da obra Semeadores: Missionários Cristãos Contemporâneos, publicado em julho de 2008 por Betel Publicações.

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